Alexandre de Moraes buscou colegas do Supremo para rebater a ideia de proximidade com Daniel Vorcaro antes da sessão sobre o caso Master. As conversas, relatadas pela CNN Brasil em 14 de setembro, antecederam a defesa escrita em que o ministro negou ter favorecido o empresário.
Segundo a apuração de Gustavo Uribe, baseada em relatos de interlocutores, Moraes sustentou que o contrato do escritório de sua mulher, Viviane Barci, com o banco não justificaria o avanço de uma investigação sobre sua relação com Vorcaro. A informação sobre as conversas é atribuída à CNN; não se trata de um registro público de cada encontro.
O movimento ocorreu quando o tribunal se preparava para examinar um relatório da Polícia Federal produzido a partir de dados do celular do ex-controlador do Master. A interpretação dos registros e o caminho adotado para apurá-los se tornaram os dois eixos da disputa.
A versão apresentada por Moraes
Na manifestação escrita entregue ao STF em 15 de setembro, Moraes afirmou que não julgou processos do Master ou de Vorcaro e negou praticar atos em favor do banqueiro. O ministro também contestou a existência de uma segunda contratação do escritório, segundo a CNN.
Essas declarações acrescentaram uma resposta formal às conversas de bastidor noticiadas na véspera. A defesa questiona as conclusões do relatório e a atuação de André Mendonça, que conduzia a apuração. Mendonça rejeita ter direcionado as investigações.

O contrato com o escritório e a conduta de Moraes são questões que exigem análise própria. A prestação de serviços jurídicos por familiares não demonstra automaticamente atuação do ministro para beneficiar um cliente; eventual responsabilização depende de atos individualizados e de prova.
Por que o caso chegou ao plenário
Em 12 de setembro, Fachin assumiu a relatoria da PET 16.662 depois do encaminhamento dos autos por Mendonça, conforme o STF. O procedimento reúne a controvérsia submetida aos ministros sobre o material policial que menciona Moraes.
A PGR pede a anulação do relatório por questionar sua produção e o avanço da apuração sobre um integrante da Corte. Assim, o tribunal discute também as regras do procedimento, antes de qualquer conclusão sobre as suspeitas.
Na sessão de 15 de setembro, a análise foi interrompida por pedido de vista de Flávio Dino. O ponto em votação era a reunião dos casos de Moraes e Mendonça, com placar provisório de 4 a 3 pela manutenção de julgamentos separados.
O resultado ainda aberto não valida nem rejeita as versões apresentadas pelos ministros. As conversas relatadas na segunda-feira e a defesa escrita integram o contexto de uma disputa que continua sem conclusão nessa questão processual.
Documentos e fontes consultados
A apuração foi conferida nos documentos e canais abaixo. A data indicada é a data do documento ou da publicação da fonte.
- www.cnnbrasil.com.brwww.cnnbrasil.com.br · Fonte primária
- CNN BrasilCNN Brasil
- Supremo Tribunal FederalSupremo Tribunal Federal
- Agência BrasilAgência Brasil
- CNN BrasilCNN Brasil
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