O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional alertou para uma tentativa de golpe que usa a promessa de liberar recursos da Defesa Civil Nacional. Segundo a pasta, pessoas que se apresentam como autoridades federais em aplicativos de mensagem pedem pagamentos via Pix para uma suposta aprovação ou liberação de verbas.
O aviso, divulgado em 26 de agosto, é categórico: o ministério não cobra pagamento, transferência ou Pix para analisar, aprovar ou liberar esses recursos. A exigência de dinheiro descrita no alerta não integra o procedimento oficial.
O comunicado não informa número de vítimas, valores transferidos ou municípios atingidos pela tentativa. Portanto, o alerta não permite atribuir prejuízos específicos nem identificar responsáveis além da descrição divulgada pela pasta.
Onde tramita o pedido verdadeiro
O caminho institucional passa pelo Sistema Integrado de Informações sobre Desastres, o S2iD. O portal reúne procedimentos de registro de desastres, reconhecimento federal e solicitação de recursos para resposta e recuperação.
Estados e municípios utilizam formulários eletrônicos encaminhados à análise da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil. A plataforma também permite acompanhar processos de reconhecimento e transferência de recursos.
Na nota sobre o golpe, o MIDR explica que, após o reconhecimento federal da emergência ou calamidade, os pedidos de recursos passam por análise técnica. Quando aprovados, a liberação é formalizada por ato oficial publicado no Diário Oficial da União.
Uma mensagem de aplicativo não substitui esse processo. Para a equipe municipal, a verificação deve ocorrer nos registros e canais institucionais, não apenas na conversa com quem afirma representar o governo.
Como medida prática de segurança, interrompa a operação antes de enviar dinheiro e procure o canal oficial por um caminho independente da mensagem. Não use como única confirmação o telefone ou endereço fornecido pela própria pessoa que está cobrando.
Nome de autoridade, fotografia de perfil e linguagem administrativa não comprovam a identidade do remetente. O ponto decisivo, neste caso, é a cobrança incompatível com o procedimento descrito pelo ministério.

A orientação também vale para mensagens que tentem dar aparência de urgência ao pagamento. Uma suposta prioridade de análise precisa ser verificada institucionalmente, e não comprada por uma transferência solicitada no aplicativo.
Como registrar o que aconteceu
A Ouvidoria do MIDR recebe relatos de irregularidades e ilícitos. Sua página oficial direciona as manifestações à plataforma Fala.BR e explica que o relato deve ser claro e acompanhado de elementos que ajudem a compreender a ocorrência.
Organize data, descrição do contato, mensagem recebida e eventual referência a processo. Preserve os arquivos originais e, se houve pagamento, o respectivo comprovante. Essa organização ajuda a diferenciar a tentativa de contato da operação que efetivamente ocorreu.
Não é necessário divulgar esses documentos em redes sociais para comunicar o problema. Telefones, dados bancários e informações de terceiros devem ser encaminhados pelos canais adequados, evitando exposição pública desnecessária.
Registrar uma manifestação administrativa não significa que houve identificação imediata do autor ou recuperação de dinheiro. O relato fornece elementos para análise e encaminhamento conforme a competência de cada órgão.
Se o Pix já foi realizado
O Banco Central orienta que vítimas de golpe procurem rapidamente a instituição financeira para informar o ocorrido e solicitar a análise da devolução. Guarde os protocolos e apresente a operação correta, com data e identificação disponíveis no comprovante.
A comunicação ao banco e o relato ao ministério têm funções diferentes. Uma providência não deve ser presumida como substituta da outra, especialmente quando houve saída de valores.
Também não há garantia de restituição apenas porque a transferência foi feita por Pix. A análise depende das circunstâncias da operação e dos mecanismos aplicáveis; promessas de recuperar o valor mediante novo pagamento devem ser tratadas com cautela.
O alerta central para gestores e equipes locais é simples: recursos da Defesa Civil são solicitados e acompanhados pelo procedimento oficial. Uma cobrança particular para destravar essa liberação não é uma etapa adicional do processo.
Documentos e fontes consultados
A apuração foi conferida nos documentos e canais abaixo. A data indicada é a data do documento ou da publicação da fonte.
- Alerta sobre falsa cobrança para liberação de recursosMIDR · 26 de ago. de 2026 · Fonte primária
- Sistema Integrado de Informações sobre Desastres: S2iDMIDR · Fonte primária
- Ouvidoria: canais e orientações para manifestaçõesMIDR · Fonte primária
- Orientações sobre golpes e comunicação à instituição financeiraBanco Central · Fonte primária
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